De repente



Foi em um dia comum de inverno que tudo aconteceu,
Estava deitada na cama,
Com o olhar perdido em algum ponto desbotado do teto do quarto.

De repente, o portao da minha casa foi aberto silenciosamente,
E você caminhou até a porta da sala,
Girou a maçaneta e entrou sem deixar rastros.

Não havia barulho algum,
Além do ruído dos meus pensamentos que chocavam-se entre si,
Dentro da minha mente.

Abriu a porta do meu quarto e entrou lentamente,
Aproximou-se e permaneceu ao pé da cama olhando-me por algum tempo.

De repente, num ato de loucura ou não!
Mergulhou incansavelmente,
Invisivelmente dentro do meu coração.
Alojou-se de tal forma,
Que fez do meu coração a sua morada.

Meu coração amedrontado,
Sentiu a súbita invasão e para esconder-se,
Num ato de loucura, ou não!
Mergulhou invisivelmente e incansavelmente para dentro do seu coração,
Alojou-se ali,
E fez do seu coração a minha nova morada.

Levantei rapidamente sem entender ao certo o que estava acontecendo.

De repente, olhei para dentro de mim mesma,
E avistei uma luz encantadora que foi acesa por você,
Para iluminar todos os sentimentos que estão sendo transformados em amor,
De repente...

                                                          
Comente pelo Blogger
Comente pelo Facebook
Comente pelo Google+

2 comentários:

  1. Maravilhoso esse momento que "de repente" nos pega de tal forma, aloja-se e nos torna imensamente felizes! Belo poema!
    Abraço.

    ResponderExcluir

É um prazer tê-lo(a) aqui, comente, se expresse!

Deixe-me que Te Leia...


Voltem sempre e saudações a tod@s!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Não posso, não quero e não vou fugir do que sou, sou a soma de todos os meus atos, sou o resultado de tudo que fiz e vivi, e vivendo na intensidade de mim, me tornei única!



Vanessa Palombo

Categorias

Arquivo

Visualizações