O Abismo




Sua existência estava prestes do fim,
A família da esposa que o havia acolhido lamentava,
Mas suas atitudes o levaram para longe.

A arrogância o tornou um ser desprezível,
Sem que percebesse a luxuria o levou para as margens de um abismo,
Dali, contemplava a beleza das mulheres alheias,
Tantas o enlouqueceram, enquanto ele enlouquecia de mágoa a esposa que sempre o esperava em casa.

Era prestativo quando precisavam de sua ajuda,
Mas a ajuda sempre vinha dela,
Era a esposa quem sempre esteve a frente de todos os seus atos de generosidade.

Valores morais não existiam dentro de si,
Mascarou-se  tanto, que viveu uma vida inteira fingindo ser um cordeiro,
Mas na verdade não passava de um lobo sem escrúpulos e feroz.

Quando sua esposa deixou a Terra,
O velho lobo despiu-se, e passou a andar com a arrogância que não precisava mais esconder.

Reencontrou-se em outros braços,
Sentiu-se livre, rejuvenesceu por algum tempo, foi feliz, fez tudo que estava ao alcance das mãos para satisfazer-se.

Mas não percebeu que a cada dia seu corpo adoecia,
E seu espirito era sugado para dentro daquele abismo sem fim.

Deixava a vida lentamente,
Seu olhar era desesperador.

Seu espirito gritava por socorro, sabia que ao deixar a carne,
Mergulharia para sempre no abismo que a vida inteira o esperou...

                                                                                           
                                                                                                  
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10 comentários:

  1. Um triste e verdadeiro relato, com certeza muitas almas passam a mesma coisa.
    Espero do fundo do meu coração viver completamente o oposto do seu personagem.
    Parabéns maninha mais um belo escrito que nos leva a reflexões profundas.

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  2. Vidas sem suporte algum espiritual... em geral, têm um triste desfecho.
    Abraço.

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  3. Querida amiga

    Um texto para ser lido
    e relido em sua mensagem,
    em suas entrelinhas
    e em seu objetivo final...

    Que ainda haja estrelas em seu coração,
    é o que deseja minha vida para a tua.

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  4. É apanágio das pessoas sem amor entregar-se a braços e lagos desconhecidos, até perder-se no abismo! abraços

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  5. Um apelo a todas as emoções!
    Belissima a forma como expressas cada um dos momentos...

    Abraço,
    AL

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  6. Oi Vanessa!
    Entendo o drama do seu texto e identifico o personagem em questão. Penso, contudo, que os caminhos que seguimos não são todos de nossa escolha, conscientes ou não, mas impostos por uma cultura, que abraçamos como a verdadeira e única. Lobo ou cordeiro são pontos de vistas. O que não se deve esquecer é que todos nãos somos parte um e parte outro, dependendo apenas da situação, da ocasião e de nossas intenções.
    Abraços!

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  7. Vanessa, histórias assim me assustam, por me fazerem pensar que as pessoas são o que são, e por não saber quando lidamos com o cordeiro ou com o lobo escondido em sua pele. Um abraço!

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  8. Oi, Vanessa!
    Casei seu texto com o comentário do Augusto. Nem tanto o céu, nem tanto a terra... Dificilmente as pessoas conseguem viver vidas que não são delas por muito tempo, mas depois de um longo tempo, se a vida foi ruim, pode-se lastimar ou do contrário, viver nas nuvens sem que a pessoa tenha consciência do mal que fizeram aos outros e achar que tudo que aconteceu, aconteceu pq tinha de ser.
    Ah, esses vampiros de almas do seu texto conheço alguns.
    Obrigada por participar do aniversário do "Luz"!
    Beijus,

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Não posso, não quero e não vou fugir do que sou, sou a soma de todos os meus atos, sou o resultado de tudo que fiz e vivi, e vivendo na intensidade de mim, me tornei única!



Vanessa Palombo

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